“O sucesso do uso da informática e da Internet nas escolas está diretamente condicionado ao professor. Existem mil possibilidades de produtos interessantes que podem sair dessa relação, mas, para tanto, é preciso uma mudança de paradigma na nossa educação: o professor tem que sair da posição de autoridade e reconhecer no seu aluno a possibilidade de troca e de produção coletiva”.Soares, que apresenta na Campus Party Brasil o computador de US$ 100 para uso nas escolas, explica que a tecnologia perpassa o artefato. “É preciso pensar no que fazer com o instrumento. O professor tem que se ver como um facilitador, um orientador e, mais ainda, como um parceiro do estudante no aproveitamento do que os artefatos oferecem”, avalia.
Porém, Soares não é inocente e vê bastante dificuldade neste processo. “A idéia de ficar no quadro negro de forma autoritária não cabe mais nesse modelo de educação tecnológica. É preciso investir na mudança cultural do professor para que ele veja que, ao sentar e aprender junto com um aluno, ele não perde sua autoridade e nem seu conhecimento”, explica.
Por isso, entre as diversas técnicas utilizadas pelos programas de agentes multiplicadores dos diferentes governos, o professor salienta como bastante positivo as capacitações feitas na própria sala de aula e na companhia dos estudantes. “Nós capacitamos o estudante a utilizar determinado programa, ao passo que, acompanhamos o professor nesse processo. Ele e o estudante aprendem e constroem juntos”, acredita.






