16/02/2008

Sucesso da tecnologia na escola depende do professor

“O sucesso do uso da informática e da Internet nas escolas está diretamente condicionado ao professor. Existem mil possibilidades de produtos interessantes que podem sair dessa relação, mas, para tanto, é preciso uma mudança de paradigma na nossa educação: o professor tem que sair da posição de autoridade e reconhecer no seu aluno a possibilidade de troca e de produção coletiva”.

A idéia, dita pelo professor de química da rede pública gaúcha e agente multiplicador de tecnologia educacional Alexandre Soares, reitera que para que o investimento dos governos municipais, estaduais e federal em tecnologia nas escolas dê certo, é preciso repensar o que se busca com o ensino. “O professor pode, por exemplo, a partir de um tema discutido em sala de aula, orientar uma pesquisa de classe e, tendo o produto em mãos, viabilizá-lo e publicá-lo na Internet”, explica.

Soares, que apresenta na Campus Party Brasil o computador de US$ 100 para uso nas escolas, explica que a tecnologia perpassa o artefato. “É preciso pensar no que fazer com o instrumento. O professor tem que se ver como um facilitador, um orientador e, mais ainda, como um parceiro do estudante no aproveitamento do que os artefatos oferecem”, avalia.

Porém, Soares não é inocente e vê bastante dificuldade neste processo. “A idéia de ficar no quadro negro de forma autoritária não cabe mais nesse modelo de educação tecnológica. É preciso investir na mudança cultural do professor para que ele veja que, ao sentar e aprender junto com um aluno, ele não perde sua autoridade e nem seu conhecimento”, explica.

Por isso, entre as diversas técnicas utilizadas pelos programas de agentes multiplicadores dos diferentes governos, o professor salienta como bastante positivo as capacitações feitas na própria sala de aula e na companhia dos estudantes. “Nós capacitamos o estudante a utilizar determinado programa, ao passo que, acompanhamos o professor nesse processo. Ele e o estudante aprendem e constroem juntos”, acredita.

A estudante da 4ª série do Ensino Fundamental, Sabrina Pires, que visitou a Campus Party, diz que os momentos em que mais se diverte no computador é quando o utiliza em companhia dos colegas de classe. “Quando temos uma atividade no computador fica bem mais divertido, porque aí sabemos que estamos descobrindo alguma coisa nova que aparece com ligações para muitas outras. Mas, não é sempre que isso acontece na minha escola”, conta.

Sabrina, no auge dos seus nove anos não esconde a esperança de ter mais tecnologia na escola. “É bem mais legal que só ficar sentado ouvindo a professora”, diz. Por isso, Soares trabalha arduamente pela união de professor e aluno. “Acho que quando finalmente mudarmos isso, não terá mais volta”, diz.

Julia Dietrich

juliadietrich@aprendiz.org.br

03/02/2008

Internet em via de mão dupla

Segunda geração da World Wide Web reforça o conceito de troca de informações entre sites e usuários. Web 2.0. Tanto se fala neste conceito, mas afinal do que se trata? O termo é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente online se torne mais dinãmico e que os usuários colaborem para a organização do conteúdo.
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Os exemplos clássicos de Web 2.0 são o Orkut, YouTube e a enciclopédia Wikipédia, cujas informações são oferecidas e editadas pelos próprios internautas. Mas vários outros sites permitem essa interação nos mais variados segmentos, como ferramentas para escritórios, para tratamento de fotos e manipulação de imagens, wikis (páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso), músicas e áudios, podcasts (espécie de rádio online), entre outros.

Para fotos, um dos melhores é o Picasa Web Albuns, serviço com 1 GB de espaço para contas gratuítas e ferramentas para busca e comentários em fotos de outros usuários. Na hora de criar um blog, a internet também está cheia de ajudantes. Entre eles podemos citar o Blogger, o Bubble Guru, o Google Analytics e muitos outros.

Texto de Cibele Gandolpho

25/01/2008

Internet a serviço dos segurados

Em vez de ter de se deslocar até uma agência de atendimento do INSS e, muitas vezes, enfrentar filas, os segurados que precisam usar os serviços da Previdência Social podem fazer requerimentos e esclarecer dúvidas pelo site www.previdencia.gov.br

Entre as informações encontradas estão as listas de documentos necessários para requerer benefícios e os extratos de pagamentos.

Para desafogar as agências, alguns serviços podem ser feitos somente pela internet ou pelo telefone.
É o caso do agendamento de perícia médica e do pedido de prorrogação ou de reconsideração do auxílio-doença. Para marcar a consulta para o médico avaliar se o segurado tem direito ou não ao benefício, basta entrar no campo "Serviços", na lateral esquerda da página, e depois clicar em "Auxílio-Doença/Perícia Médica". O usuário terá acesso a uma agenda com as próximas datas disponíveis nas agências. Outro serviço que pode ser feito é a simulação da contagem do tempo de contribuição. Já os autônomos podem usar o site para fazer a sua inscrição, além de outros serviços.

Fonte: Ministério da Previdência Social

21/01/2008

Pesquisa diz que meninas blogam e meninos preferem YouTube

Estudos indicaram que os jovens estão mais participativos na rede: 75% declararam interagir com o conteúdo.

São Paulo - Uma pesquisa norte-americana concluiu que as meninas tem uma participação maior em blogs, enquanto os meninos preferem postar vídeos no YouTube. De acordo com o estudo realizado pelo Pew Internet & American Life Project, cerca de 35% das meninas preferem criar e editar blogs. Entre os meninos, apenas 20% deram preferência a essa atividade quando estão na internet. Ainda segundo a pesquisa, 54% das meninas postam fotos, enquanto somente 40% dos meninos fazem isso. No YouTube, porém, os meninos saem na frente: 19% deles postam vídeos no site. Já entre as meninas, esse índice fica em 10%.

As pesquisas indicaram também o surgimento e fortalecimento de um subgrupo de adolescentes que já representa 30% da população jovem americana. Batizado como 'super comunicadores', este subgrupo de jovens é formado em sua maioria por meninas mais velhas. Esses adolescentes se caracterizam por usarem diversos meios de comunicação - como celulares, e-mails e mensagens SMS - para estar em contato com pessoas próximas.

Os estudos constaram ainda que os jovens estão mais participativos na internet: 64% dos que têm entre 12 a 17 anos disseram criar algum tipo de conteúdo na internet e 75% deles declararam interagir com conteúdo postado, seja fotos, vídeos ou comentários em blogs.

Outros dados da pesquisa apontam que os jovens também se preocupam em compartilhar o conteúdo que publicam na rede. Quase metade dos adolescentes pesquisados disseram que postam fotos em locais onde outros possam ver e 89% deles afirmaram que comentam sites de fotos com alguma freqüência.

Fonte: Estadão, quinta-feira, 10 de janeiro de 2008.

14/01/2008

É possível rastrear um intruso?

Se você possui um Firewall seu software com certeza informa o endereço IP de qualquer intruso, a cada vez que ele detectar um "escaneamento" de uma porta na sua conexão. Com esse endereço, além de outras informações, principalmente data e hora (acurada por favor), seu provedor e/ou o do intruso em geral terão toda a boa vontade para encontrar o real usuário que, naquele exato instante, estava conectado à Internet com aquele IP.

Lembre-se que o endereço IP da maioria das pessoas (isto é, daquelas conectadas por linha discada) é algo que é assinalado dinamicamente. Assim um dado IP pode pertencer ao real invasor, no dia X às 19:34hs, porém esse mesmo IP será repassado para outro internauta, honesto desta vez, assim que o intruso se desconectar, o que poderia acontecer 3 minutos após o horário real. Com uma pequena diferença nos relógios envolvidos (o seu, que seu Firewall indica, e o do provedor que o intruso usava naquele dia, poderia acontecer de um inocente estar sendo acusado).

Nesses casos o melhor à fazer é deixar que esse intruso tente novamente, pouco tempo depois (o que indicaria com certeza que ele ainda estava logado, e portanto seu IP não poderia ter sido usado por um inocente naquele período). Não se desconecte só por que recebeu um aviso de seu Firewall.

Lembre-se com um bom Firewall você está seguro (bom, relativamente bem seguro), e seus avisos indicam claramente que ele detectou uma atividade estranha/não autorizada, e portanto você não tem nada a temer, deixe seu escudo funcionando e te protegendo o tempo todo.

Para avisar seu provedor, e o provedor do intruso, pegue os dados que seu Firewall indica (a maioria permite que você envie um e-mail já com todas as informações necessárias) e encaminhe por e-mail para um endereço tal como:

* webmaster@seuprovedor.com
* abuse@seuprovedor.com
* postmaster@seuprovedor.com

Se você quiser pode usar o NEOTRACE que permite que você veja num mapa o seu PING indo de servidor em servidor, até achar o responsável (provedor) pelo bloco de endereços internet que inclui aquele que você está tentando encontrar.

Obs: a URL do NeoTrace é: http://www.neoworx.com/goodonline/ntwor.asp)

Na falta desse programa, você pode lançar mão de um pequeno utilitário DOS (funciona numa janela DOS, dentro de seu Windows) chamado TRACERT. Use-o assim:

TRACERT endereço IP (exemplo: TRACERT 209.210.211.212)

Não é tão interessante quanto o NeoTrace, mas já dá para conhecer o nome do provedor (quase sempre!).

10/01/2008

Dicas para se proteger em 2008

Se uma das resoluções do Ano Novo é proteger melhor o seu computador contra fraudes digitais, aí vão algumas dicas do especialista em tecnologia, André Kischinevsky:
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1) Use o bom senso sempre. Usualmente, para obter informações sigilosas, os criminosos digitais enviam e-mails com ofertas tentadoras. Se é bom demais para ser verdade, desconfie e verifique a procedência do e-mail.

2) Tenha senhas difíceis de adivinhar, mas fáceis de decorar. Se você precisa anotar em um papel, o sigilo foi para o brejo.

3) Nunca siga links que chegam por e-mail. Essa é a fraude mais comum. Ao seguir, você expõe seus dados.

Fonte: Info Extra, 10/01/08

09/01/2008

O que é a nanotecnologia?

Atualmente, vivemos em mundo baseado na microtecnologia, responsável, por exemplo, pelos pequenos chips presentes nos nossos computadores. Segundo Henrique Eisi Toma, pesquisador da USP, a nanotecnologia é o próximo passo na evolução da cadeia tecnológica, depois do universo micro.

“Ela permite a redução de qualquer material em escalas até mil vezes menores que na microtecnologia. Com a tecnologia nano é possível alcançar um limite de redução de escala que fará com que manufaturados que conhecemos hoje passaem por uma revolução”, explica.

Ou seja, a nanotecnologia permite uma redução das partículas a tamanhos capazes de alterar formas, fórmulas e funções de produtos que já fazem parte da nossa vida. “Teremos, por exemplo, cosméticos mais eficazes, tecidos com funções anti-sépticas, sapatos bactericidas, filtros solares com maior tempo de proteção, remédios com maior poder de cura”, enumera o cientista da USP.

E, ao contrário do que se pode pensar, os nano produtos estão bem próximos das prateleiras. O primeiro nanofarmaco brasileiro, desenvolvido pela incubadora Incrementha, deve chegar ao mercado em 2008. “Com a nanotecnologia criamos um anestésico com maior capacidade de penetração na pele e maior tempo de duração”, revela Henry Suzuki, pesquisador da Incrementha.

Resultados de um estudo sobre nanotecnologia realizado por pesquisadores da Unicamp e coordenado pelo NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos) mostram que, no Brasil, já existe desenvolvimento nanotecnológico na área industrial (semicondutores e eletrônica), em políticas públicas (energia, meio ambiente, fármacos, saúde e alimentação) e em setores de alta competitividade, entre eles o químico e o petroquímico.

“É uma revolução industrial que está surgindo. Quase todas as áreas de produção vão sofrer o impacto direito ou indireto da nanotecnologia”, disse o chefe do NAE, Oswaldo Oliva Neto, à Agência Brasil.

No Brasil estão em andamento, por exemplo, pesquisas em laboratórios no Rio Grande do Norte que experimentam a combinação de neurotransmissores cerebrais com nanochips. “Isso poderá ser o computador do futuro, controlado mentalmente pelo usuário, que comandará ações com seu cérebro”, prevê Eisi Toma, da USP. “Mas isso é algo esperado para daqui a 10 anos”.
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Texto de Larissa Januário – http://www.uol.com.br/